
Está provado que o fumo do tabaco provoca o cancro do pulmão (além de outros problemas respiratórios), mesmo em fumadores passivos. Aliás, cerca de 20% das vítimas mortais do fumo do tabaco fazem parte dos designados ‘fumadores passivos’.
Recentemente, foi imposta, pela nova Legislação do Tabaco (Lei nº 37/2007, de 14 de Agosto de 2008), a nova Lei do Tabaco (“Proibido Fumar!”), com a qual estamos de acordo. Não faz sentido que um grupo de pessoas que se encontra num local público, a tomar um simples café, seja “obrigado” a inalar o fumo de cigarros consumidos por um outro grupo, mesmo que restrito. Sim, porque basta um fumador para empestar por completo uma sala.
Apesar dos inconvenientes apontados, não concordamos que se entre em radicalismos. Assim, tal como há pessoas que têm o direito de não fumar, há também as que o têm. Se os fumadores respeitarem a lei e não fumarem em locais públicos, temos – os que não fumam - o dever e a obrigação de respeitar a escolha dos fumadores.
Também, na nossa opinião, cabe aos donos dos cafés e restaurantes optarem pela proibição, ou não, de se fumar no interior dos seus espaços. A partir daí são as pessoas que escolhem os sítios que devem frequentar, pois, na verdade, os não fumadores também não são obrigados a frequentar lugares com fumo.
Seria desejável que os fumadores levassem muito a sério a advertência contida nos maços de tabaco: “Fumar mata”. Todos estamos conscientes de o tabaco é o causador directo de uma série de doenças, das quais se destaca o cancro do pulmão. Isto não é novidade para ninguém, fumador ou não fumador.
Nos jovens prevalece a seguinte ideia: “Fumo, logo sou mais velho, mais importante…”. Vulgarmente, nesta faixa etária, aparecer com um cigarro numa mão e com um uma bebida alcoólica na outra, dá visibilidade, transmite maturidade e segurança, é sinónimo de “estatuto”. Na nossa opinião, esta é uma ideia já ultrapassada, um procedimento muito infantil…
A verdade é que cada um é responsável por cada um dos seus actos, por cada uma das suas opções e pelas suas próprias decisões. Contudo, não devemos deixar enfraquecer as vozes dos que defendem uma qualidade de vida comum a todos os cidadãos. Ganha qualquer um de nós, ganha o País…

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